quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tomate cultivado sem agrotóxico reduz os custos da produção, afirma pesquisaseg, 25/04/2011 - 12:58 - Vivian
constatou que o cultivo de tomates de forma agroecológica reduz em até 84%
os custos da produção. No estudo feito pelo engenheiro agrônomo Fábio
Leonardo Tomas, plantações de tomate sem agrotóxicos e aditivos químicos
foram comparadas a formas de cultivo convencionais - com o uso de pesticidas
e outros defensivos.
Os tomates produzidos de forma agroecológica tinham menos pragas e doenças,
pois eles foram plantados em meio à floresta preservada de Mata Atlântica,
que funcionou como um insumo agrícola natural. Isso dispensou o uso de
agrotóxicos, que encarecem o produto final em até 70%. O custo de manutenção
do pé de tomate orgânico foi de R$ 0,80. O que usou pesticidas saiu por R$
5.
Além dos custos, Tomas também analisou a produtividade e a rentabilidade.
Apesar da produtividade de tomate agroecológico ser menor do que a
convencional, ele atinge preços de mercado superiores e tem custos menores,
o que compensa sua produção, afirmou o pesquisador.
A região analisada foi a de Apiai, no interior de São Paulo, que tem a maior
produção de tomate de mesa do país. Segundo a pesquisa, o desmatamento fez
com que os produtores da região aumentassem a utilização de agrotóxicos, o
que causou a contaminação de vários trabalhadores rurais.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
25/04/11
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Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida
Secretaria Operativa
fone: (11) 3392 2660
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Tomate cultivado sem agrotóxico reduz os custos da produção
1'33" / 365 Kb) - Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo
constatou que o cultivo de tomates de forma agroecológica reduz em até 84%
os custos da produção. No estudo feito pelo engenheiro agrônomo Fábio
Leonardo Tomas, plantações de tomate sem agrotóxicos e aditivos químicos
foram comparadas a formas de cultivo convencionais - com o uso de pesticidas
e outros defensivos.
Os tomates produzidos de forma agroecológica tinham menos pragas e doenças,
pois eles foram plantados em meio à floresta preservada de Mata Atlântica,
que funcionou como um insumo agrícola natural. Isso dispensou o uso de
agrotóxicos, que encarecem o produto final em até 70%. O custo de manutenção
do pé de tomate orgânico foi de R$ 0,80. O que usou pesticidas saiu por R$
5.
Além dos custos, Tomas também analisou a produtividade e a rentabilidade.
Apesar da produtividade de tomate agroecológico ser menor do que a
convencional, ele atinge preços de mercado superiores e tem custos menores,
o que compensa sua produção, afirmou o pesquisador.
A região analisada foi a de Apiai, no interior de São Paulo, que tem a maior
produção de tomate de mesa do país. Segundo a pesquisa, o desmatamento fez
com que os produtores da região aumentassem a utilização de agrotóxicos, o
que causou a contaminação de vários trabalhadores rurais.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
25/04/11
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terça-feira, 26 de abril de 2011
A violência do agrotóxico
Agropecuarista vê gado agonizar pela segunda vez, vítima de veneno
agrícola alheio. Caso entrará em documentário de Silvio Tendler
18/04/2011
Vinicius Mansur
Há pouco mais de duas semanas (31/03) a equipe de filmagem do
documentário sobre os agrotóxicos, dirigido por Silvio Tendler, estava
em Paraipaba, Ceará, cerca de 90 quilômetros a noroeste da capital
Fortaleza. Foram investigar as acusações à empresa do agronegócio, de
origem holandesa, Companhia Bulbos do Ceará (CBC), por uso
indiscriminado de agrotóxicos.
Em fevereiro, a Justiça do Ceará havia deferido liminar proibindo o
uso de veneno pela CBC. Entre as explicações estão coceira na pele e
problemas respiratórios na comunidade local, a provável contaminação
da lagoa da Cana Brava – a 100 metros da fazenda e principal
reservatório de água que abastece o município – além da morte, por
contaminação comprovada em laboratório, de 18 cabeças de gado do
agropecuarista Henry Romero.
Na manhã seguinte à visita da equipe de filmagem, 15 animais de seu
Henry apareceram doentes – alguns agonizantes, como mostram vídeos
gravados pelo agropecuarista
(http://www.youtube.com/watch?v=31iMpTs70bw), sob orientação do
Ministério Público. Até o fechamento desta matéria, 12 já haviam
morrido.
“O tempo todo que estivemos conversando com seu Henry na propriedade
dele, um cara numa caminhonete, dentro da área da CBC, um funcionário,
ficava cantando pneu pra cima e pra baixo. Nitidamente para nos
coagir. Tanto que no final, seu Henry falou ‘fiquem tranquilos’ e nos
escoltou até a saída”, relatou a documentarista Aline Sasahara.
As propriedades de seu Henry e CBC são vizinhas. Atualmente, separadas
por uma “telinha transparente”, como descreve Aline.
Veneno à deriva
Seu Henry é cauteloso e não acusa a empresa de envenenamento
direcionado. Entretanto, diz não ter dúvida de que seus animais são
vítima do veneno lançado aos montes por seu vizinho:
“Já foi descartado qualquer tipo de doença. É veneno que partiu de lá
e o que vai dizer qual veneno é a biopsia. Sabemos que eles nunca
obedeceram a ordem de parar de pulverizar. Se eles plantam, eles
pulverizam, porque não tem como colher essas culturas sem usar o
veneno.”
Cada um dos dois pulverizadores usados pela CBC armazena 2 mil litros
de veneno e possuí dois braços de 20 metros que fazem a pulverização
suspendida. As duas máquinas juntas chegam a envergadura de 80 metros
e são utilizadas para pulverizar uma área de aproximadamente 22
hectares, segundo Henry:
“A área deles é pequena, não chega a 180 metros de largura, então dá
pra você imaginar: 80 metros de braço jogando o veneno à deriva.”
CBC
Criada em 2004, a CBC produz bulbos – caule arredondado do qual brotam
flores ornamentais, como a Canna indica, Amaryllis e Caladium. Apesar
de serem consumidos pelos EUA e Europa, é em Paraipaba que os bulbos e
a CBC encontram as melhores condições para florecer: longo período de
sol, Porto de Pecém a 50 quilômetros de distância, baixo custo da
terra e mão-de-obra barata. Todas estas “vantagens”, entretanto,
parecem não dispensar a necessidade do veneno: de acordo com a Agência
de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), a CBC utiliza 29 tipos de
agrotóxicos, sendo dez altamente tóxicos ao meio e sem registro
administrativo de órgãos ambientais estadual e federal. De acordo com
a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a CBC também
não possui licenciamento ambiental.
Para agravar a situação, a plantação da CBC se localiza em um platô,
com incidência de fortes vento, e é rodeada por um povoado de quase
700 habitantes – muitos deles dependentes da empresa. Em épocas de
forte safra, a CBC emprega até 150 trabalhadores. Assim, a população
que sofre com a propagação do veneno pela terra, água e ar, pouco pode
fazer. “Todo mundo tem medo de falar, porque são vizinhos, porque
trabalham lá ou tem parentes que trabalham. Seu Henry tem uma situação
econômica muito melhor que a maioria das pessoas ali, então ele pode
falar. Mas, a empresa está fazendo um trabalho junto aos moradores,
dizendo que se ela fechar a culpa vai ser do seu Henry, que as pessoas
vão perder emprego, que ele devia ficar quieto”, conta a
documentarista Aline.
Seu Henry
Com aproximadamente 160 cabeças de gado leitero, há mais de 30 anos no
ramo “sem usar agrotóxico e nenhum produto que venha causar algum
transtorno para a natureza ou para os animais”, seu Henry levou um
grande prejuízo. “Todos os dias estou mandando 500 reais de
medicamento para a fazenda, mas não está resolvendo. Morreram animais
que eu ainda estou pagando. Comprei no leilão”, reclama.
tenho esse apego aos animais, mas são só animais. E as pessoas lá? Tem
um povoado de 130 casas, todas pessoas honestas, humildes que não
podem falar nada. Segundo os profissionais químicos, o veneno é
absorvido pela medula e vai acumulando, acumulando, até causar
leucemia e outros problemas. E tem um caso aqui, a 80 metros do campo,
que há uma escola que estudam 200 crianças, em dois turnos. Então, o
que estão fazendo é um crime, uma ignorância brutal”, conclui.
Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida
Secretaria Operativa
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Mudanças no Código ameaça 200 mil km 2 de florestas nativas
Essa é a área que pode ser desmatada se recuperação de reserva legal for abolida
Uma área quase do tamanho do Estado de São Paulo é a extensão de vegetação nativa no País que pode ser liberada da exigência de proteção em consequência da proposta mais polêmica da reforma do Código Florestal, que será objeto de disputa de votos entre deputados. A votação no plenário da Câmara está prevista para o início de maio.
Anteontem, em entrevista ao Estado, o relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) afirmou que não abre mão de submeter a voto a proposta que isenta da recuperação da reserva legal as áreas até quatro módulos fiscais em todas as propriedades rurais do País.
Essa medida varia de município a município, entre 20 hectares e 400 hectares. A lei exige que os proprietários mantenham a vegetação nativa numa proporção entre 20% e 80% dos imóveis rurais. O impacto da proposta de Aldo Rebelo é maior na Amazônia, onde o percentual de proteção e o tamanho dos módulos fiscais são maiores.
A proposta não conta com o aval do governo. Aldo Rebelo, que classifica a posição como "capricho", avalia que o governo perderá na disputa de votos em plenário. Na base governista, a proposta fechada no Palácio do Planalto enfrenta dificuldades nesse ponto. É forte a pressão da bancada ruralista, que defende a isenção de reserva legal.
Levantamento. Estudo feito por técnicos do governo com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que há quase 4,6 milhões de propriedades no Brasil com até quatro módulos fiscais. Elas detêm cerca de 36 milhões de hectares (ou 360 mil quilômetros quadrados). Nas médias e grandes propriedades, a área dispensada de reserva legal alcançaria mais 16,8 milhões de hectares (ou 160 mil quilômetros quadrados).
O levantamento indica que cerca de 50% dessas terras já estejam desmatadas. O fim da exigência de recuperar a reserva legal ameaçaria cerca de 200 mil quilômetros quadrados, numa contabilidade conservadora.
Para os técnicos, que prepararam o estudo para apresentação aos políticos da base governista, há riscos indiretos provocados pela proposta de Aldo Rebelo, como a possibilidade de fracionamento de grandes e médias propriedades. Com isso, o desmatamento de áreas com vegetação nativa poderia aumentar, para acomodar a expansão do agronegócio no País.
A Região Norte é a mais ameaçada com a medida. A Amazônia também é responsável pela maior parte do atendimento do compromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
Acordo feito para a votação do Código Florestal prevê que 95% dos produtores rurais do País deixariam a situação de irregularidade, por meio de medidas que flexibilizam as regras de proteção do meio ambiente em vigor atualmente.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Pesquisa para Relatório Internacional
Sua opinião é muito importante para todos os brasileiros !
Prezados ativistas contra a corrupção -
Este ano fomos contratados pela Transparência Internacional para encaminhar uma avaliação paralela à auto-avaliação do desempenho do Governo brasileiro na execução da UNCAC (United Nations Convention Against Corruption) que é a Convenção da ONU Contra a Corrupção.
Por essa razão, em nome do Instituto Qualicidade, assumimos a responsabilidade de investigar e produzir uma avaliação do que é que o Governo brasileiro está de fato fazendo para combater a corrupção conforme se comprometeu naquela Convenção e, esta avaliação é importante porque deverá ser inserida em um relatório comparativo mundial.
Assim, estamos pedindo a opinião de todas as entidades e ativistas que queiram se manifestar sobre a participação da sociedade civil no combate à corrupção. Todas as opiniões são bem vindas e serão consideradas em nosso relatório final.
Em função dessa luta global contra a corrupção que agora se inicia, no ano de 2010 também nos esforçamos para estruturar uma Coalizão Internacional de Entidades da Sociedade Civil com a missão de acompanhar e estimular massiçamente a execução da UNCAC em todo o Planeta. E conseguimos.
A Coalizão conta hoje com 246 organizações espalhadas em mais de cem países e já está devidamente estruturada para iniciar sua atuação global a partir de Abril próximo, quando será eleito um Comitê de Coordenação para dirigi-la. E nós também vamos colocar o Brasil nessa luta.
Entretanto, logo nos primeiros contatos que mantivemos com pessoas e organizações mais próximas, constatamos que ainda há muita pouca informação sobre a UNCAC e sobre os parâmetros da necessária participação da sociedade na luta contra a corrupção. Isto porque ainda são poucas as pessoas que sabem que:
1º. A UNCAC é hoje o mais completo conjunto de normas jurídicas para o combate à corrupção no Planeta. Tão importante, também para nós, que desde 2006 já é Lei no Brasil;
2º. Na UNCAC todos os países signatários concordaram em iniciar uma luta global contra a corrupção e, também, permitiram-se ser revisados na avaliação da sua performance na execução da Convenção, pelos outros países signatários e pela sociedade civil;
3º. Através do Artigo 13 da UNCAC e do Decreto Legislativo nº 348 promulgado pelo Decreto Presidencial nº 5.687, em 31 de janeiro de 2006 o Estado brasileiro se comprometeu perante a nação à “fomentar a participação ativa de pessoas e grupos que não pertençam ao setor público, como a sociedade civil, as organizações não-governamentais e as organizações com base na comunidade, na prevenção e na luta contra a corrupção” e, também, se comprometeu a prover meios e recursos “para sensibilizar a opinião pública com respeito à existência, às causas e à gravidade da corrupção, assim como a ameaça que esta representa”.
Como se vê, pouco se fez, mas pelo muito que ainda precisa, e pode ser feito para a efetiva inclusão da sociedade na luta contra a corrupção no Brasil e, também, para balizar aquela avaliação e nossa ação futura junto à Coalizão Internacional, gostaríamos de conhecer a sua opinião e, ou a opinião da sua entidade, começando com estas cinco questões objetivas
| 1ª. Na sua opinião, o governo brasileiro tornou públicos os compromissos que assumiu com a UNCAC a partir de 2003, bem como os detalhes das suas obrigações com relação à inclusão da sociedade civil na luta contra a corrupção? | SIM ( ) NÃO ( ) |
| 2ª. Na sua opinião, a sociedade civil brasileira foi consultada ou chamada participar, na fase de preparação da auto-avaliação do desempenho do Governo brasileiro no combate à corrupção, ou em algum outro momento depois que foi assinada a UNCAC? | SIM ( ) NÃO ( ) |
| 3ª. Na sua opinião, a sociedade civil brasileira será convidada a contribuir com os revisores oficiais do desempenho do Governo brasileiro no combate à corrupção? | SIM ( ) NÃO ( ) |
| 4ª. Você sabia que o Governo brasileiro está preparando a 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Participação Social, que se seguirá à Conferências Estaduais que, por sua vez sucederão as Conferências Municipais que deverão ocorrer já em Maio próximo e, ainda mais, que o Governo já formou uma Comissão Organizadora com participantes da sociedade civil? | SIM ( ) NÃO ( ) |
| 5ª. Sua entidade foi consultada sobre estas Conferências ou convidada a participar como representante da sociedade civil na Comissão Organizadora encarregada de dirigir os trabalhos, elaborar os textos base e definir os destinos desta Conferência? | SIM ( ) NÃO ( ) |
quarta-feira, 2 de março de 2011
Jornada das Mulheres da Via Campesina mobiliza nove estados contra os agrotóxicos


Em todo o Brasil, as camponesas, em conjunto com outros movimentos urbanos, denunciam que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal que já foram proibidos em outros países do mundo.
Segundo dados do Sindicato da Indústria de Defesa Agrícola, os estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo são, respectivamente, os maiores consumidores de veneno.
No Rio de Janeiro, cerca de 300 mulheres trabalhadoras do campo e da cidade ocuparam a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no centro da capital carioca. O objetivo da mobilização é denunciar os altos investimentos e empréstimos do BNDES à indústria dos agrotóxicos e às transnacionais da agricultura, que compram e lançam os venenos agrícolas nas lavouras brasileiras.
No Ceará, mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fazem duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil e os impacto.
Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam até Palácio da Abolição, do governo do Estado, para denunciar a política de isenção fiscal que beneficia as indústrias de venenos e amplia o consumo de agrotóxicos em todo o estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia.
Em Pernambuco, 800 trabalhadoras rurais ligadas ao MST, ao Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), ao Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT) marcharam na manhã desta terça-feira (1/3) de Petrolina a Juazeiro, trancando a ponte que liga os dois municípios, denunciando a inoperância do Incra da região. No dia 28/2, mais 500 mulheres ocuparam o Incra da cidade de Recife como forma de chamar a atenção para a Reforma Agrária.
No Rio Grande do Sul, cerca de 1.000 mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante da Juventude e Intersindical protestaram no dia 1/3 em frente ao Palácio da Justiça, na Praça da Matriz em Porto Alegre. Elas saíram em marcha do Mercado Público de Porto Alegre até o local. Integrantes vestidas de preto estiveram paradas em frente ao prédio, em silêncio, para lembrar que as mulheres têm sido silenciadas por várias formas de violência. Na mesma cidade, cerca de 1.000 mulheres ocupam o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Pólo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre. A manifestação tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.
Já em Passo Fundo (RS), 500 mulheres realizaram uma manifestação pública no centro, com atividades de formação no Seminário Nossa Senhora Aparecida.
No Sergipe, cerca de 1000 trabalhadoras rurais do estado estão acampadas na Praça da Bandeira de Aracaju. De 1 a 3 de março, elas participarão de atividades que denunciam os agrotóxicos, o agronegócio, a criminalização dos movimentos sociais e a violência da mulher.
Em Minas Gerais, o Fórum Regional por Reforma Agrária do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba ocupou a sede da Fazenda Inhumas, em Uberaba, no sábado (26/2), em ação que envolveu 200 famílias. O evento marca as atividades do 8 de março e discutirá com cerca de 500 mulheres a violência causada pelo agronegócio, as consequências do uso de agrotóxicos e as alternativas para transformação do modelo discriminatório estabelecido no campo e na cidade.
Em São Paulo, desde o início desta sexta-feira (25/2), várias mulheres do MST, realizam ato de denúncia e reivindicação na frente da Prefeitura de Limeira, próximo da Campinas. No último dia 24/2, cerca de 70 mulheres do MST e da Via Campesina realizaram a ocupação da prefeitura do município de Apiaí, localizado na região Sudoeste de São Paulo para reivindicar o acesso aos direitos básicos como: saúde, educação, moradia, transporte e saneamento básico, que vendo sendo negados pelo município às famílias acampadas.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Prefeito de Aroeiras do Itaim foi condenado a sete anos e meio de cadeia
Publicado em: 07.02.2011 às 13:46:36 Gilmar Franscisco de Deus foi condenado , mas vai recorrer da decisão.
Da redação: A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí, presidida pelo desembargador Erivan Lopes, condenou na quinta-feira (04) o prefeito do município de Aroeira do Itaim, Gilmar Francisco de Deus, a sete anos e seis meses de reclusão a serem cumpridos inicialmente no regime semiaberto na Penitenciária Agrícola Major César Oliveira, no município de Altos. Gilmar Franscioco poderá recorrer da decisao em liberdade, mas fora do cargo, já que os desembargadores decidiram cautelarmente afastá-lo do cargo de prefeito municipal. Gilmar foi condenado pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e falsificação de documentos públicos. O afastamento do cargo de prefeito acontece nesta segunda-feira(07) quando será publicada a ata do julgamento. Gilmar Francisco de Deus também ficou inabilitado para o exercício de qualquer cargo ou função pública pelo período de cinco anos. A matéria acima, tirada do portal de notícias riachão net, reflete a luta pela transparência dos recursos públicos, incampada por militantes seja de partidos políticos, ou da sociedade civil. Vale ressaltar, que aí está o reflexo do trabalho da Força Tarefa Popular, e do MPA - Movimento dos Pequenos Aaricultores, que em julho de 2010, chegou a ocupar a prefitura de Aroeiras do Itam por 03 dias, porque o prefeito mesmo comunicado oficialmente, não apareceu para negociar com os agricultores do município. Esse fato, resultou na visita de um promotor ao município, para a verificação de possíveis irregularidades na execução de obras públicas. Sem dúvida, essa ação do moviemnto a da Força Tarefa, contribuiu para a punição do Sr. prefeito. | ||||||||